Conceitos de Custos e Terminologia

Os estudos que se seguem tiveram como referências o material da disciplina gestão de custos, quando então fiz pós-graduação (especialização) em contabilidade pública e responsabilidade fiscal pela UNINTER.

É fundamental que você compreenda quanto aos termos usualmente utilizados e seus respectivos conceitos, o que às vezes têm significados semelhantes. Desse modo, é sempre coerente e necessário o aprender quanto a terminologia de custos.

Tais estudos justificam-se porque em desenvolvimento trabalhos voltados para a contabilidade de custos. Noutra oportunidade estaremos mais dedicando-se ao trabalho, mais especificamente custos aplicados no setor público.

Edmilson Antônio de Paula

É contador no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), do campus Barretos. É bacharel em ciências contábeis e especialização em contabilidade pública.

Conceitos Básicos de Custos e Fundamentos da Contabilidade de Custos

A contabilidade de custos surgiu com o aparecimento das empresas no período da Revolução Industrial.

A partir da Revolução Industrial e quando as empresas começaram de fato a se desenvolverem, isso decorrente do aumento da complexidade do sistema produtivo, também ocorreram as dificuldades inerentes à efetiva identificação dos custos, gerando com isso o aparecimento da contabilidade de custos, inicialmente focada na avaliação dos inventários.

Sendo assim, constatou-se que as informações geradas pela contabilidade de custos se apresentavam como suporte gerencial e que os sistemas de custos podiam oferecer aos gestores as informações necessárias basicamente em dois vieses: auxiliar o controle e as tomadas de decisões.

Importante!

A gestão de custos é um dos aspectos mais importantes no gerenciamento das informações de um empreendimento. Um acompanhamento adequado dos valores necessários para produzir um produto ou prestar um serviço possibilita a aferição de rentabilidade e, consequentemente, a tomada de decisão visando recompor margens de lucro e recuperar o investimento.

Terminologia usada na contabilidade de custos

Gastos: são todos os eventos de pagamento e recebimentos de ativos, custos ou despesas, onde a entidade recebe os serviços e produtos para o consumo no seu processo operacional. Como exemplo, temos: matéria-prima consumida no processo produtivo e material de expediente consumido no processo administrativo.

Investimentos: são os gastos efetuados em ativos devendo ser classificados como ativo não circulante (imobilizado), em função de sua vida útil ou benefícios futuros.

Custos: gastos necessários para fabricar os produtos da empresa ou para a prestação de serviços. Estão relacionados diretamente com o processo de produção da empresa, e à medida que os produtos vão sendo fabricados esses gastos são transferidos para o ativo tornando-se investimentos classificados no ativo circulante – estoques.

Despesas: gastos necessários para se obter a receita, ou seja, vender e entregar os produtos. Invariavelmente estão ligados aos processos de venda e administração da entidade.

Pagamentos: é o processo de liquidação de um ato referente à compra de um produto ou serviço ou ao pagamento de uma dívida.

Perdas: bem ou serviço consumidos de forma anormal e involuntária. Exemplos comuns: perdas com incêndio, obsoletismo de estoques, vazamento de materiais líquidos ou gasosos, material com prazo de validade vencido, greves, sinistros, deterioração anormal de ativos, etc. Não se confundem com o custo, exatamente por sua característica de anormalidade e involuntariedade.

Prejuízo: é o resultado negativo do confronto das receitas, custos e despesas, decorrendo da apuração de resultado de um período onde as despesas e os custos superam as receitas.

Desperdícios: são os gastos incorridos nos processos produtivos ou de geração de receita e que possam ser eliminados sem prejuízo à qualidade ou à quantidade de bens, serviços ou receitas geradas. Exemplos: retrabalho decorrente de defeitos de fabricação, estocagem e movimentação desnecessária de materiais e produtos.

Desembolso: é o pagamento resultante da aquisição de um bem ou serviço. Exemplo: compra de mercadorias para estoque a prazo ou à vista, pagamento de salário.

Classificação dos Custos

Custos de Produção: inclui o custo de aquisição de materiais, acrescido dos demais gastos incorridos na produção. Alguns elementos básicos são:

Matérias-primas (MP): materiais integrantes do produto acabado.

Custos indiretos: não oferecem condição de uma medida objetiva e qualquer tentativa de alocação tem de ser feita de maneira estimada e muitas vezes, arbitrária (como o aluguel, os salários da supervisão e das chefias, etc.).

Quanto ao Grau de Variação

Custos e Despesas Variáveis: são aqueles que estão diretamente relacionados com o volume físico de produção ou de venda. As principais características dos custos variáveis são as seguintes:

  • Em termos totais, quanto maior for o volume de produção, maiores serão os custos e despesas variáveis.
  • Em termos unitários, os custos e despesas variáveis permanecem constantes.

São considerados Custos e Despesas Variáveis:

  • Custos: materiais diretos (matéria-prima, material auxiliar) e mão de obra direta.
  • Despesas: comissões sobre vendas, fretes de entrega, imposto sobre vendas.

Importante!

É relevante que você entenda que despesa é o valor dos insumos consumidos com o funcionamento da empresa e não identificados com a fabricação, ou seja, atividades fora do âmbito da fabricação. A despesa é geralmente dividida em administrativa, comercial e financeira.

É essencial entender que as despesas são diferenciadas dos custos de fabricação pelo fato de estarem relacionadas com a administração geral da empresa.

Custos e Despesas Fixas

São aqueles que independem do volume de produção ou venda, ou seja, aqueles que a empresa deve realizar em qualquer hipótese, independentemente do volume físico de produção ou venda.

Representam a capacidade instalada que a empresa possui para produzir e vender bens ou serviços.

As principais características dos custos e despesas fixas são as seguintes:

  • Em termos totais, custos e despesas fixos independem das quantidades produzidas ou vendidas.
  • Em termos unitários, quanto maior for o volume de produção ou venda menores serão os custos e despesas fixas por unidade.

São considerados custos e despesas fixos: aluguel, IPTU, salário de pessoal, seguros, equipamentos, depreciação.

Todas as empresas, independentemente da área de atuação – (comércio, indústria ou serviços), possuem gastos. Estes gastos se subdividem genericamente em custos, despesas variáveis e despesas fixas.

A análise destes gastos se faz necessária para a apuração correta de sua lucratividade, e também para o gerenciamento financeiro mais eficiente.

Métodos de Apropriação de Custos

Custeio por Absorção Total ou Integral

Consiste na apropriação de todos os custos de produção aos bens elaborados, e só os de produção; todos os gastos relativos ao esforço de fabricação são distribuídos para todos os produtos feitos (MARTINS, 2002).

Quando da apuração do custo unitário, devemos dividir o custo de produção pelo volume produzido, e não pela capacidade total de produção existente.

Todos os custos fixos são distribuídos à produção.

Custeio Direto ou Variável

Esse método significa apropriação de todos os custos variáveis, quer diretos, quer indiretos.

No custeio variável só são alocados aos produtos os custos variáveis, ficando os fixos separados e considerados como despesas do período, indo diretamente para o Resultado. Para os estoques são custos variáveis.

Sendo assim, por esse método os custos fixos não são distribuídos à produção.

Custeio Padrão

Aplica-se para a identificação das diferenças nos custos de matéria-prima e mão de obra.

Para as demais categorias de gastos seu emprego é questionado em virtude de possíveis rateios que têm que ser realizados e com os quais os dados resultantes podem ser pouco confiáveis.

Custeio RKW – Reichskuratorium furwirtschaftlichtkeit

Sistema de custos que surgiu na Alemanha, no início do século XX, e é uma variação do sistema de custeio por absorção integral, já que também as despesas são apropriadas ao custo dos produtos.

  • Perda e Desperdício: são diversos os conceitos, contudo, vamos considerar como sendo o esforço econômico que não agrega valor ao produto da empresa nem serve para suportar diretamente o trabalho efetivo, mas se considerada também como ineficiências normais do processo. Portanto, a importância da avaliação dos desperdícios.

Importante!

É relevante você entender sobre a separação entre desperdícios normais e anormais, haja vista que os desperdícios anormais podem ser eliminados no curto prazo e os normais no longo prazo, como referencial de melhoria do sistema produtivo.

As perdas são consideradas sinônimo de desperdício.

Custos Baseados em Atividades (ABC)

Breve Histórico do ABC

No início da década de 1980, os pesquisadores americanos e gerentes de fábricas começaram a se preocupar com o aumento dos custos indiretos, em relação aos custos diretos tradicionalmente representados pelas matérias-primas e mão de obra direta.

Em 1985, os pesquisadores Jeffrey Miller e Thomas Vollman elaboraram um artigo que revolucionou a maneira de analisar e entender a questão do aumento dos custos indiretos.

Em seu artigo “A fábrica Oculta” publicado na Harvard Business Review, os autores demonstraram que uma fábrica pode na verdade ser dividida em duas fábricas:

  • Uma é aquela formada diretamente pela produção (máquinas e equipamentos), que é facilmente identificável quando entramos em uma unidade fabril.
  • A outra, que não percebemos é formada pelos custos e despesas indiretas representadas pelos setores de apoio à produção como o almoxarifado, engenharia de produtos, controle de qualidade e pelos setores da administração.

Nessa segunda fábrica, ao contrário da outra, não se produzem unidades físicas. Produzem-se relatórios, movimentações de materiais, controles, pedidos de compra, notas fiscais, desenhos de produtos, etc., gerados a partir dos produtos ou serviços produzidos.

Assim, a fábrica oculta é formada por transações, processos, atividades, que em última análise são gerados pelos produtos que a fábrica “verdadeira produz”.

Em outras palavras, o custo desta “fábrica oculta” é gerado pelos produtos “da fábrica verdadeira”. (WOLLMANN, 2011).

Esse sistema propõe-se a obter, medir e custear cada atividade realizada para obter um produto ou serviço e apropriar esse valor ao produto que a consome.

É um sistema que procura apropriar cada produto ou serviço, um valor de custo calculado a partir de todas as atividades realizadas na produção, mas também nos diversos centros de custos de apoio à produção.

É um sistema que complementa os demais, na medida em que procura estabelecer bases de rateio para muitas atividades que anteriormente não eram apropriadas de forma incompleta, ou até, em muitos casos, essas atividades geradas pelos serviços ou produtos e, portanto, não deveriam ser a eles imputados.

No setor de serviços o sistema ABC (custeio baseados em atividades) tem uma grande aplicabilidade, pois procura estabelecer todas as atividades necessárias as execuções do serviço, tanto diretas como indiretas, e medir o custo dessa atividade, repassando, dessa forma, para o mesmo.

Dessa maneira, é como se tivéssemos uma indústria que as operações de fábrica necessárias à fabricação de um produto são medidas, custeadas e repassadas a cada produto.

Em que se fundamenta o ABC (Custeio Baseados em Atividades)?

A crença fundamental em que se baseia o sistema ABC (custeio baseados em atividades) é a de que um determinado custo não existe por si só. É o que causa o custo é uma série de atividades inter-relacionadas que tem como objetivo final a produção e venda de um determinado item de produto ou serviço.

Como resultado geral do sistema ABC (custeio baseados em atividades), pode-se dizer que: “Produtos ou Serviços consomem ou geram atividades que geram custos”.

Assim sendo, para calcular o custo de um produto ou serviço, no sistema ABC (custeio baseados em atividades), será necessário:

  • Conhecer quais atividades serão consumidas por um produto ou serviço;
  • Custear essas atividades e apropriá-las aos produtos e serviços que a geraram.

Quais as diferenças do sistema ABC (custeio baseados em atividades) para os sistemas tradicionais?

O sistema ABC (custeio baseados em atividades) tenta levar aos produtos ou serviços o custeio de todas as atividades geradas na empresa, não importando se essas atividades diretas da produção ou atividades indiretas realizadas na administração.

Para o sistema ABC (custeio baseados em atividades) não interessa onde os custos são gerados, mas sim que esses custos aparecem em função das múltiplas atividades desenvolvidas na empresa para produzir ou vender um determinado produto ou serviço.

Normalmente os sistemas tradicionais não procuram conhecer com profundidade todas as variáveis envolvidas na geração de um custo, especialmente no que se refere aos custos indiretos.

O Sistema ABC (custeio baseados em atividades) tem como objetivo central obter os custos das atividades diretas e indiretas e apropria-las aos serviços e produtos.

É importante compreender que essa atividade inicia-se em um setor da empresa e será em um setor da empresa e será complementada em outros setores.

Passos para a Estruturação de um Sistema ABC (custeio baseados em atividades)

Análise dos processos e atividades – é a alma do sistema ABC.

  • Deverão ser descritas as principais atividades que cada funcionário realiza, bem como as atividades necessárias para a obtenção de um produto ou serviço.
  • Obter o custo de cada setor individualmente – se os gastos são muito diferentes entre si, deve –se separá-los em centros de custos e obter o custo mensal de cada um destes.
  • Conhecer o tempo e a quantidade das atividades realizadas em cada centro de custo – isso pode ser feito pela anotação do tempo despendido por cada funcionário para cada atividade e, preferencialmente, seja feito em um período-base; e que esses tempos por atividade sejam considerados como padrão por certo prazo.
  • Periodicamente, é necessário revisar esses tempos por atividade.
  • Conhecer o custo de cada atividade – conhecendo-se o valor mensal do centro de custos, as atividades realizadas e o número de cada atividade, é possível conhecer o custo de cada atividade.

Outros Comentários sobre o Método ABC (custeio baseados em atividades)

Segundo Damasceno e Santos (2012), o método ABC (custeio baseados em atividades), inicialmente tinha como foco eliminar as distorções provocadas na apuração dos custos dos produtos e serviços causados pelos métodos tradicionais de custeio, basicamente objetiva-se uma precisão mais eficiente do custeio de produtos e serviços.

Fundamentado na estrutura de atividades de uma organização, e não no modelo departamental tradicional, o método ABC auxilia o gerenciamento dos custos logísticos na medida em que fornece informações quantitativas baseadas em atividades para: (DAMASCENO; SANTOS, 2012).

  • Avaliar o fluxo de determinados processos;
  • Analisar o fluxo de processos alternativos baseados em informações econômicas;
  • Determinar o custo relativo de várias atividades e o efeito potencial de mudanças;
  • Identificar produtos, clientes e canais lucrativos;
  • Direcionar e estabelecer o relacionamento entre empresa e fornecedores.

O caráter quantitativo do método ABC (custeio baseados em atividades) torna-se dentro desse contexto, um componente – chave para a análise e a avaliação de processos logísticos, além de melhorar a qualidade das decisões.

A maior dificuldade no uso de custeio baseados em atividades advém da grande variedade de práticas e métodos de implantação, definições e procedimentos (DAMASCENO; SANTOS, 2012).

O melhor sistema de custeio para os processos logísticos, um sistema que equilibre o custo dos erros decorrentes de estimativas incorretas e o custo de medição devem ser os objetivos.

Os esforços realizados para aumentar a visibilidade dos custos envolvidos na cadeia logística levaram à invenção de ferramentas tais como: custeio total de aquisição, análise da lucratividade dos clientes, resposta eficiente ao consumidor (DAMASCENO; SANTOS, 2012).

Após serem definidas as atividades da cadeia logística e de distribuídos a ela os gastos, a compreensão das atividades relativas à distribuição que podem ser associadas diretamente aos produtos possibilita que se verifique a lucratividade direta por produto, a partir do confronto da receita gerada pelo produto com os gastos variáveis e diretos que podem ser apropriados (DAMASCENO; SANTOS, 2012).

Com essa ferramenta, a organização pode conhecer e tomar medidas para a redução de custos das atividades de distribuição mais onerosas ou não agregadoras de valor, que diretamente interferem na lucratividade dos produtos (DAMASCENO; SANTOS, 2012).

Quando se fala sobre o custeio total de aquisição, percebe-se que novamente o custeio baseados em atividades pode ser empregado para sua operacionalização.

O Custeio Total de Aquisição reconhece que os custos de aquisição de um item não são somente aqueles do item propriamente dito, mas de todas as atividades executadas para que o item seja adquirido e utilizado. (DAMASCENO; SANTOS, 2012).

Assim, as atividades envolvidas no recebimento podem ser associadas aos vários fornecedores da empresa, com o intuito de identificar gastos gerados por cada um deles e, a partir daí esses gastos podem ser utilizados para a avaliação desses fornecedores.

A Resposta Eficiente ao Consumidor também pode valer-se das informações do ABC (custeio baseados em atividades) para aprimorar o modo de executar atividades, com o intuito de reduzir custos, que constitui seu objetivo (DAMASCENO; SANTOS, 2012).

A definição de atividade mais onerosas e a identificação de atividades não agregadoras de valor mais uma vez podem ser empregadas para o redesenho de processos e a implantação de inovações no modo de desempenhar as tarefas. (DAMASCENO; SANTOS, 2012).

CONCLUSÃO

O ambiente empresarial tem se tornado cada vez mais complexo e competitivo. A evolução das empresas tem exigido uma postura nos estilos pessoais e gerenciais focados à realidade emergente e necessariamente diferenciada.

Nesse conjunto de modificações torna-se fundamental em uma empresa que o sistema de gestão seja adequado à nova realidade, sendo decorrente e recorrente a necessidade das informações pertinentes ao planejamento e controle de custos.

Especificamente ao tema custos e do ponto de vista econômico se impõe o urgente e necessário repensar quanto aos avanços nas tecnologias organizacionais para uma efetiva implantação de programas de melhoria e de eliminação de perdas, sob diferentes formas em seu valor monetário, para a produção de mercadorias ou prestação de serviços.

É fundamental que você compreenda quanto aos termos usualmente utilizados e seus respectivos conceitos, o que as às vezes têm significados semelhantes.

É sempre coerente e necessário o aprender quanto aos conceitos básicos e fundamentais da contabilidade de custos, principalmente em decorrências do aparecimento das empresas no período da Revolução Industrial.

A pergunta sempre é a mesma: quando as empresas começaram de fato a se desenvolverem?

Sem dúvida, isso é decorrente do aumento da complexidade do sistema produtivo, assim como das dificuldades inerentes à efetiva identificação dos custos, gerando com isso o aparecimento da contabilidade de custos, inicialmente focada na avaliação dos inventários.

Sendo assim, constatou-se que as informações geradas pela contabilidade de custos se apresentavam como suporte gerencial e que os sistemas de custos poderiam oferecer aos gestores as informações necessárias basicamente em dois vieses: auxiliar o controle e as tomadas de decisões.

Posto assim, um acompanhamento adequado dos valores necessários para produzir um produto ou prestar um serviço possibilita a aferição de rentabilidade e, consequentemente, a tomada de decisão visando recompor margens de lucro e recuperar o investimento.