Vocabulário em Contabilidade: termos contábeis – contabilidade geral

Vocabulário em Contabilidade

SÁ, Antônio Lopes; Ana Maria. Dicionário de Contabilidade. São Paulo: 1995, Atlas.

O profissional da contabilidade é aquele que exerce as funções contábeis. Termo que abrange o contador como o técnico de contabilidade, Foi o Decreto – lei nº 9.295, de 27 de maio de 1946, que definiu as atribuições dos profissionais da contabilidade e estabeleceu a fiscalização do exercício da profissão através dos conselhos de contabilidade.

Blog Edmilson de Paula

A ideia de criação surgiu após ter desenvolvido o artigo científico, cujo tema “A Importância da Ciência Contábile a Valorização do Profissional Contábil nas Entidades Públicas”, foi submetido e aprovado na banca de concluintes do curso de pós-graduação (especialização) em contabilidade pública e responsabilidade fiscal, e teve sua publicação na Revista Científica do Insituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (SINERGIA).

O Blog Edmilson de Paula, tem por principal objetivo “estudar e pesquisar a contabilidade, os custos e os orçamentos aplicados nas entidades públicas, e divulgar nesse espaço, numa linguagem acessível,às pessoas interessadas de saber de onde são originados, derivados e aplicados os recursos públicos.

Para facilitar tais compreensões aos termos técnicos à contabilidade geral, com dedicação e entusiasmo, apoiados na obra Dicionário de Contabilidade, de autorias do professor Antonio Lopes de Sá e a de Ana Maria de Sá (1995), preparados os principais termos utilizados na ciência contábil, objetivando que, na ocasião de apresentarmos trabalhos acerca à fiscalização aplicação dos recursos públicos no ensino público municipal, os municipes poderão, se acharem necessários, buscarem aqui os seus significados.

Destaca-se que o nosso propósito maior é contribuir para que os recursos públicos recebidos vinculados à educação pública, sejam efetivamente realizados, inclusive observando se há o fortalecimento dos conselhos municipais de educação.

Edmilson Antonio de Paula

É graduado em Ciências Contábeis e Pós-Graduação em Contabilidade Pública e Responsabilidade Fiscal (especialização).

É contador e coordenador de contabilidade e finanças no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, do câmpus Barretos.

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Segue-se anexo.

Análise Contábil: análise que se fundamenta em normas, métodos e procedimentos indicados pela técnica e ciência da contabilidade. Estudo de um ou vários fenômenos por suas partes, em um patrimônio. Existem vários sistemas de análise contábil: perícias, demonstrações, verificações de balanços por análises próprias, etc.

Análise de Balanço: estudo da situação de uma parte, sistema de partes ou do todo patrimonial de uma empresa ou entidade, através da decomposição de elementos e levantamentos de dados que consistem em relações diversas que entre si possam ter tais elementos, visando-se conhecer a realidade de um estado ou ajuizar os feitos de uma administração sob certo ponto de vista. Tem por fim conhecer a capacidade de crédito de uma empresa ou entidade, capacidade de solvência, tendências de expansão de um negócio, rentabilidade de uma empresa, etc.

Análise de Conta: estudo que visa a decompor uma conta, procurando demonstrar os fatos nela escriturados, para atingir um fim.

Análise Financeira: a que observa o comportamento dos valores que dizem respeito ao numerário e ao crédito na empresa (quer do crédito recebido como do cedido). Esta análise inclui como base precípua examinar a capacidade de crédito e de solvência, observando, entretanto, outros elementos.

Análise Patrimonial: segundo alguns estudiosos, é a que analisa todos os componentes do patrimônio – Ativo, Passivo.

Ano Contábil: aquele que se refere a um período de produção certo e determinável. Sendo a contabilidade a ciência do patrimônio, deve-se considerar ano contábil o período em que as operações são suscetíveis de apuração de resultado com relação ao fim proposto.

Aplicação de Recursos: destinado dado aos financiamentos ou recursos gerados durante um período. Aquisições e despesas realizadas com a utilização de meios, conseguidos através de capitais próprios ou de terceiros. Emprego de meios financeiros conseguidos durante uma gestão.

Aprovação de Contas: o mesmo que atestar a exatidão dos registros contábeis. Aprovar uma conta significa estar de acordo com o que nela se registrou.

Apuração de Conta: o mesmo que obter o saldo de uma conta, ou seja, encontrar a diferença entre o débito e o crédito da mesma conta.

Arquivo Contábil: conjunto de documentos, livros, papeis, etc., que comprovam a escrituração contábil. Lugar ou depósito onde se guardam documentos contábeis. De acordo com a legislação, toda escrituração contábil deve ser comprovada por um arquivo hábil.

Ativo: o conjunto de valores que expressa o investimento, ou as aplicações de capital, indicando também, segundo alguns outros, a parte positiva do patrimônio.

Ativo Circulante: parte do Ativo que reúne os valores suscetíveis de movimentação. São estes elementos, por exemplo: dinheiro em caixa, em bancos, mercadorias, estoques.

Ativo Não Circulante: os valores realizáveis e obrigações após o termino do exercício seguinte.

Ativo Compensado: é a parte do Ativo que reúne valores de igual participação no Passivo e se corresponde perfeitamente com aqueles. Os valores compensados são demonstração de fatos que podem vir a suceder e precisam ser evidenciados porque podem comprometer a vida da empresa se as coisas não desenvolvem normalmente. Registra o Ativo Compensado o valor dos contratos realizados, das cauções, títulos em cobrança.

Ativo Disponível: grupos ou parte do Ativo que reúne os valores que representam a forma mais líquida do capital, ou seja, o dinheiro. As contas que integram tal grupo são: caixa e bancos ou outras que vise a significar dinheiro à disposição imediata. Sua classificação está no circulante.

Ativo Financeiro: parte do Ativo que reúne as contas que valores numerários e de crédito: caixa, bancos, clientes, créditos diversos.

De acordo coma Lei das Sociedades por Ações, o Ativo Circulante inclui as disponibilidades (caixa e bancos), os direitos realizáveis no curso do exercício social subsequente (créditos e estoques).

Ativo Fixo: parte do Ativo que expressa o valor das imobilizações de uso ou de lastro. São valores de realização problemática. Encerra as contas de bens móveis, terrenos, prédios, veículos. É a parte que expressa o capital fixo da empresa. Um desequilíbrio em superinvestimento em tais valores pode causar sérios danos ao funcionamento das empresas. O mesmo que Ativo Permanente.

Ativo Imaterial: a parte do Ativo, Não Circulante, que encerra os valores que não encontram correspondente em um bem concreto, como marcas e patentes, concessões, softwares.

Ativo Imobilizado: a parte do Ativo Não Circulante que encerra os valores não transformáveis em dinheiro que servem para muitos atos de produção ou uso, alguns desgastando-se ou esgotando-se, outros permanecendo inalteráveis, porém exigindo conservação. As contas que participam de tal grupo são as de bens móveis, terrenos, bosques, jazidas, prédios, veículos, máquinas e equipamentos. Divide-se em dois grandes grupos: imobilizações materiais e imobilizações imateriais, tangíveis e intangíveis.

Ativo Intangível: o mesmo que Ativo Imaterial; encerra valores que não encontram um correspondente tangível, como: fundo de comércio, patentes de invenção. Pode ser chamado também, Ativo Incorpóreo.

Ativo Permanente: é a parte do Ativo que expressa os valores que não se destinam à venda, mas ao uso; tais valores, embora não usados, ficam como que em reserva, porém, sem nenhuma intenção de venda.

Ativo Realizável: conjunto de valores que expressam investimentos cuja transformação em dinheiro é relativamente fácil; é a forma intermediária entre os valores numerários e as imobilizações. Embora não sejam numerários podem transformar neles sem grandes dificuldades. Em tal grupo incluem-se: as contas de mercadorias, estoques, clientes, contas a receber. O Ativo Realizável divide-se em curto e longo prazo, de acordo com o tempo em que os valores se transformam em dinheiro.  

Ativo Realizável a Curto Prazo: ativo realizável que reúne valores que se transformam em dinheiro no prazo inferior a um ano.

Ativo Realizável a Longo Prazo: ativo realizável que reúne valores que se transformam em dinheiro a prazo superior a um ano. É habitual fazer-se figurar também em tal grupo os valores de realização incerta, ou seja, os que não sendo considerados liquidáveis a curto prazo também se desconhece quando o serão. Na dúvida do prazo da realização preferem muitos técnicos colocar no longo prazo, a fim de tornar mais rigorosa a análise financeira do balanço.

Ato Administrativo: segundo a doutrina contábil, exposta por alguns estudiosos, o ato administrativo é a ação praticada pela administração e que não afeta o seu patrimônio. Por exemplo: a elaboração de uma proposta de venda ou de compra.

Avaliação: justo valor que se atribui a um bem, um crédito, um débito, etc.

Balancete: relação de contas apresentando o total de seus débitos, créditos e saldos, devedores ou credores. O balancete é extraído do livro Razão. O balancete é uma lista contendo cada conta do Razão com seu saldo.

Balancete de Verificação: aquele que se extrai para se observar se os lançamentos no Razão estão sendo feitos de acordo, isto é, um valor no débito e outro no crédito.

Balanço Patrimonial: é a demonstração contábil que evidencia, qualitativa e quantitativamente, a situação patrimonial da entidade pública, por meio de contas representativas do patrimônio público.

Capital: é o patrimônio das empresas, ou ainda, um conjunto ou sistema de valores que se destinam à obtenção de lucro. Do ponto de vista qualitativo é um conjunto ou sistema de bens, créditos, débitos e investimentos vários que se destinam à obtenção de novos bens, créditos, débitos e investimentos vários que vem aumentar o dito sistema. Do ponto de vista quantitativo é um fundo de valores aplicados para a obtenção do lucro.

Caução: conta que tem a finalidade de registrar os depósitos feitos em garantia de um negócio.

Certificado de Auditoria: documento lavrado pelo contador, na função de auditor, que visa provar a terceiros, mediante declaração que foi realizada uma tarefa de revisão; na mesma o profissional emite também um conceito. Geralmente os certificados são elaborados para opinar sobre os balanços. Os certificados ou pareceres são exigidos, em alguns casos, por lei, em outros, por instituições de controle, e, em outros ainda, por força de contratos ou estatutos.

Ciência Contábil: conjunto de conhecimentos que explica os fenômenos ocorridos com o patrimônio. A penetração da contabilidade na era científica deu-se na primeira metade do século XIX, quando se reconheceu que os registros eram, apenas, memórias e evidências de fatos e não eles mesmos.

Circulante: valor que se realiza ou que transforma em dinheiro a curto prazo.

Competência: norma ou princípio contábil segundo o qual as receitas e as despesas devem ser atribuídas ao exercício que pertencem. Tal critério tem sido considerado um Princípio de Contabilidade, segundo a Norma Brasileira de Contabilidade, enuncia-se: As receitas e despesas devem ser reconhecidas na apuração do resultado do período a que pertencerem e, de forma simultânea, quando correlacionarem. As despesas devem ser reconhecidas independentemente de seu pagamento, e as receitas somente quando de sua realização.

Comprovante Contábil: documento que serve de base para fazer prova de um lançamento da escrita contábil.

Conciliação de Contas: ato de confrontar contas para obter um ajuste entre elas. As conciliações de contas visam a estabelecer um acordo entre os fatos, a fim de que possa encerrar uma conta ou mesmo transferências as contas de natureza definitiva.

Conferência de Conta: ato de verificar se uma conta está com seus registros de acordo com os lançamentos do Diário, de documentos, de extratos de outras contas ou de outros livros auxiliares ou anotações diversas.

Confirmação de Saldo: ato de afirmar que determinado saldo fornecido está exato. As confirmações são feitas a fim de verificar se os lançamentos, muitas escriturados a débito e a crédito da conta bancos, se encontram em ordem.

Conta: instrumento de registro que tem por finalidade reunir fatos contábeis da mesma natureza, sendo aberta para encerrar os valores de realização passada, presente ou futura, recebendo um título que a identifica.

Contabilizar: o mesmo que escriturar, registrar um fato qualquer em forma contábil, ou seja, seguindo os processos ditados pela ciência e pela técnica de contabilidade.

Conta Orçamentária: conta que se refere a um orçamento ou previsão. Conta que registra fatos previstos. Conta que tem por objetivo acompanhar execução do orçamento, pondo em destaque todas as variações ocorridas entre a previsão e a realização dos fatos. Em tais contas se registram receitas, despesas e demais fatos de interesse orçamentário.

Contas de Compensação: compreendem os atos que podem vir ou não afetar o patrimônio.

Classe de Contas: grupo de contas de um plano que reúne contas da mesma natureza.

Classificação de Contas: ato de identificar um fenômeno pela contabilidade que deve contabilmente representá-lo. Ato de realizar um grupamento de contas pelas suas naturezas. Os fatos se reúnem em contas e estas, em grupos.

Classificação de Documentos: ato de ordenar os documentos por natureza de fato, a fim de poder realizar a sua classificação contábil, reunindo-os por contas iguais.

Classificação de Escrita: ato de considerar uma escrita como certa ou pelo menos em forma mercantil; é um termo adotado na linguagem fiscal. O mesmo que levar em consideração um sistema de lançamentos realizados.

Classificação de Fato Contábil: ato de identificar um fato dentro de um sistema patrimonial. Enquadramento de um fenômeno patrimonial dentro da classe a que pertence.

Custeio: ato de apropriar despesas; controle de custos, gastos feitos para manter alguma coisa.

Demonstração Contábil: peça em forma técnica que evidencia um fato patrimonial, um conjunto de tais fatos ou todo um sistema de contas. Elas visam oferecer uma ordem lógica para a análise de fenômenos patrimoniais. São utilizadas, desde que se tem notícias dos primeiros registros contábeis. Os sumérios e os babilônios nas mais antigas dinastias já utilizavam processos demonstrativos de fatos patrimoniais.

Demonstração de Despesas: evidencia gráfica de como se constituí uma despesa, através das suas análises. Essas análises devem ser de forma claras, que não permitam dúvidas a quem a consultar.

Depreciação: fenômeno contábil que expressa a perda de valor que os valores imobilizados de utilizar sofrem no tempo, por força de seu emprego na gestão; perda de valor pelo uso. Diminuição de valor, por uso, desgaste, ou perecimento.

Despesa: investimento de capital em elemento que direta ou indiretamente irá produzir uma utilidade à entidade e que expressa um valor de consumo no ato da sua verificação. São os gastos gerais aplicados na atividade (administrativa, financeira, operacional). Os termos gastos substituem a expressão despesas, como é o caso do plano oficial da Espanha, por exemplo.

Diário: livro usado obrigatório na escrituração contábil para reunir, em ordem cronológica, as ocorrências representativas dos fatos patrimoniais havidas em uma entidade. O Diário é obrigatório de acordo com as exigências legais.

Escrituração: designação simples que se tem dado à escrita contábil. A denominação provém do fato de os registros contábeis, desde os primórdios, e por milênios, serem realizados manualmente pelos “escribas” ou os que dominavam a arte de escrever (que durante milênios foi praticada por poucos). Embora o registro contábil (segundo provas arqueológicas de inscrições do Paleolítico Superior), o privilégio profissional da função contábil (ainda mais refinado que o dos que só sabiam escrever) coube aos “escribas”. Tão importante era a qualidade do trabalho que no Egito Antigo, um dos Deuses principais (Toth) era “escriba” e tinha por função guardar o patrimônio. Os egípcios admitiam que “o escriba comandava o destino de todo o mundo” e ser escriba era “pertencer à maior de todas as profissões”. A escrituração contábil, todavia, já estava evoluída em outros locais, como na Suméria (onde as provas dos registros contábeis atestavam evolução há mais de 6.000 anos). Na era contemporânea, com o aumento cada vez maior da utilização dos computadores, a denominação “escrita”, e também “escrituração”, vem caindo em desuso.

Estudo da Contabilidade: indagação intelectual visando a entender fatos que se operam no patrimônio das entidades. Aplicação no sentido de aprender a contabilidade.

Estudo do Patrimônio: composição do patrimônio das entidades; aspecto de apresentação do patrimônio das entidades; ato de formar um patrimônio; organização, por elementos de um patrimônio. Os componentes quantitativos são: valores dos bens numerários; valores dos bens de venda; valores dos créditos de funcionamento; valores das imobilizações técnicas; valores do patrimônio líquido; valores dos débitos de funcionamento; valores dos débitos de financiamento; valores das dotações e antecipações.

Ética do Profissional da Contabilidade: conduta do profissional na sua vida funcional. A ética é o comportamento perante o grupo, perante a classe.

Evidência Contábil: o mesmo que a demonstração contábil; demonstração de um fato patrimonial ou de todo um patrimônio.

Evidenciar uma Conta: o mesmo que demonstrar uma conta; demonstração de determinados fatos contábeis, caracterizados por uma conta.

Evolução Contábil: desenvolvimento e aperfeiçoamento da ciência contábil. As maiores evoluções da ciência da contabilidade foram processadas no século atual depois de 1840, com Francesco Villa.

Evolução de uma Conta: desenvolvimento gradual e progressivo de uma conta: momentos de uma conta, desde o seu aparecimento, compreendendo, portanto: abertura. Movimento e encerramento.

Exame Contábil: verificação realizada de acordo com os princípios e as normas de contabilidade. Observação de um fato contábil. Verificação de uma escrituração contábil; análise dos registros contábeis, para verificar a exatidão de uma escrita.

Exame do Balanço: verificação de um balanço. Conferência de um balanço contra os saldos do razão e estes contra a documentação. Análise de um balanço.

Exaustão: fenômeno patrimonial que caracteriza a perda de valor que sofrem as imobilizações suscetíveis de exploração e que se esgotam no correr do tempo, como, por exemplo, as reservas minerais e vegetais (bosques, florestas, jazidas, etc.).

Execução Contábil: registro dos fatos patrimoniais ou contábeis; escrituração contábil.

Exercício: período em que se verificam fatos contábeis, geralmente coincidindo com o ano astronômico; tempo em que se inicia, desenvolve e conclui a ação da administração patrimonial.

Fato Administrativo: segundo algumas escolas do pensamento contábil, o fato administrativo é uma ação do homem que provoca mutação no patrimônio.

Fato Contábil: fato contábil é tudo aquilo que acontece como patrimônio; o mesmo que fenômeno patrimonial. Fato contábil é o fenômeno estudado pela contabilidade. São acontecimentos patrimoniais: a compra, a venda a vista, a venda a prazo, o pagamento de aluguel, o desconto sobre uma duplicata, o depósito em dinheiro em um banco. Do nosso ponto de vista, segundo a doutrina de Vicenzo Mais, o fato patrimonial é o fato contábil, pois contábeis são os fatos que se referem ao patrimônio.

Fenômeno Patrimonial: o mesmo que fato contábil. Tudo aquilo que acontece no patrimônio. Acontecimento verificado no patrimônio. A contabilidade pode ser definida, portanto, como a ciência que estuda os fenômenos patrimoniais sob o aspecto da finalidade das entidades.

Função de Conta: ação de uma conta; para que serve uma conta. Assim, por exemplo, a função ou o uso da conta de caixa se faz com o registro das movimentações do dinheiro. São funções de algumas contas: caixa – para registrar o movimento de dinheiro. Bancos – para registrar o movimento de depósitos e saques de dinheiro nos bancos. Fornecedores: para registrar a dívida com terceiros (aquisições de materiais de consumo e permanente). A descrição das funções das contas é parte integrante do Plano de Contas, pois explicam as funções das contas da ligação das contas, das fórmulas de lançamentos. A função de uma conta tem a finalidade de explicar a razão por que a conta existe, para que serve, onde se aplica, como se trabalha com ela, como passa pelas fases de abertura, desenvolvimento e encerramento. É de grande importância a determinação das funções a fim de que sejam abertos títulos de contas que possam dar lugar a interpretações ambíguas ou duvidosas. O registro dos fatos nas contas apropriadas empresa exatidão a uma escrita e classifica a escrituração em magnifico plano, especialmente pela propriedade que foi dada. As contas devem ter funções certas, exatas, concretas, pois do contrário a escrituração não é técnica.

Funcionamento da Conta: desenvolvimento de uma conta com relação a um sistema de contas; comportamento da conta face ao processo de debitar e creditar; parte de um plano de contas que explica como a conta se relaciona com as demais e quando normalmente recebe débitos e créditos, assim como se abre, movimenta e encerra; explicação das relações de uma conta.

Gasto: despesa, custo, investimento feito para obter uma utilidade. O termo “gasto” é empregado por alguns profissionais como sinônimo de despesa ou de custo.

Glosa de Despesas: rejeição de despesas apresentadas ou registradas porque se coloca em dúvida a sua autenticidade ou a sua exatidão.

Habilitação Profissional: capacidade legal de exercer a profissão de contador ou de técnico em contabilidade. Esta capacidade só é adquirida pelos que se diplomam pelos cursos técnicos de contabilidade (ensino médio) ou pelos cursos de ciências contábeis (ensino superior) e que registram seus diplomas no departamento próprio no Ministério da Educação e registrem, depois, a carteira profissional de contador ou técnico em contabilidade pelo Conselho Regional de Contabilidade. Atualmente, ainda exigem, – a aprovação em exame de suficiência a fim de testar seus conhecimentos adquiridos durante às suas diplomações.

Harmonização Contábil: ato ou efeito de buscar a padronização de procedimentos e normas contábeis, de modo que se promova a uniformização dos mesmos. Na evolução dos registros e demonstrações contábeis, cada País foi seguindo as influências de suas escolas educacionais, de suas legislações. Com a internacionalização cada vez maior dos capitais, com a expansão cada vez mais efetiva das multinacionais, com a formação dos mercados internacionais cada vez mais definidos, surgiu a necessidade imperiosa de harmonizar contabilmente.

História Antiga da Contabilidade: narração dos fatos ocorridos com a técnica contábil no período compreendido entre 6.000 a. C. até 1.202. São dignos denota os estudos feitos a respeito da escrituração contábil dos sumérios-babilônicos, dos egípcios, dos fenícios, dos cretenses, dos gregos, dos romanos. A nossa história é tão antiga quanto a própria história da civilização. Está presa às primeiras manifestações humanas da necessidade social de proteção à posse e de perpetuação e interpretação dos fatos ocorridos com o objeto material de que o homem sempre dispôs para alcançar os fins propostos. Com o surgimento das primeiras administrações particulares aparecia a necessidade de controle, que não poderia ser feito sem o devido registro, a fim de que se pudesse prestar conta da coisa administrada. À medida que o homem começava a possuir maior quantidade de valores, preocupava-lhe saber quanto poderiam render e qual a forma mais simples de aumentar suas posses; tais informações não eram de fácil memorização quando já em maior volume, requerendo registros. Atualmente o progresso científico da contabilidade …

História Moderna da Contabilidade: narração do período compreendido entre 1.494 e 1.840 e que se caracteriza pelo aparecimento dos primeiros livros que divulgam o processo de registro em forma puramente técnica, sem cunho científico.

 

 

Idade Científica da Contabilidade: época histórica da contabilidade que se caracteriza pelos estudos de natureza científica, com plena sistematização do conhecimento. Período que se inicia em 1.840 e ainda prossegue em nossos dias. Os acontecimentos sucedidos entre 1.494 e 1.840 caracterizaram-se o aparecimento das obras de divulgação. O principal acontecimento da história da contabilidade deram-se entre o período de 1.202 e 1.494 que foi o aparecimento do método de registro contábil por partidas dobradas.

Interpretação de Balanço: exposição de um balanço; tradução dos títulos e valores de um balanço a uma linguagem acessível ao leigo. A interpretação do balanço é a fase final do estudo de tal instrumento contábil, que se inicia com a preparação dos dados, depois com os levantamentos acessórios, depois com a obtenção dos quocientes, dos índices das comparações, finalizando com a interpretação que vai explicar o que significa ou que quer dizer um balanço.

Inventário: é o levantamento ordenado dos elementos do patrimônio de uma dada entidade, em um dado momento, para finalidades de verificar a existência de um bem patrimonial componente.

Inventário Contábil: inventário realizado com finalidades patrimoniais: inventário baseado nos registros contábeis. Confrontar o inventário contábil contra o inventário físico.

Inventário Físico: inventário baseado no levantamento direto do componente; inventário de fato; inventário realizado tendo-se como base o próprio componente e não os registros de sua movimentação. O inventário físico processa-se indo-se às prateleiras, aos depósitos, etc., e fazendo a contagem dos bens diretamente.

Inventário Geral: inventário relativo a todo o patrimônio, reunindo todos os componentes das entidades.

Inventário Permanente: inventário que existe permanentemente, ou seja, para ser usado a qualquer momento, baseado em sistema de fichários e controles auxiliares. Há um sistema de controle permanentemente de inventário que se baseia em verificar o estoque do material toda as vezes que ele se movimenta, quer por entradas, quer por saídas, fazendo constar das notas de entradas e das notas de saídas o estoque real existente; desta forma é possível, por confronto, manter-se sempre um inventário permanentemente verificado.

Lançamento Contábil: registro de um fato contábil de acordo com os princípios e preceitos da técnica contábil; o mesmo que registro contábil.

 Levantamento Contábil: significa a interpretação e tradução dos fatos técnicos-econômicos, que dão vida às entidades.

Levantamento do Balanço: ato ou efeito de realizar ou fazer um balanço; confecção de um balanço. O levantamento de balanço é operação de natureza puramente contábil que tem por objetivo demonstrar uma situação de equilíbrio de valores, demonstrativos das causas e efeitos dos fatos patrimoniais nas entidades. É aquele que desperta as maiores atenções, especialmente porque representa a situação patrimonial em dado momento da vida da entidade.

Levantamento do Inventário: ato ou efeito de realizar ou fazer o inventário. Operação praticada com a finalidade de conhecer a existência dos bens de uma entidade através de contagens físicas e apurações em contas.

Livro Diário: livro de escrituração contábil destinado ao registro de todos os fatos patrimoniais que se sucedem em uma entidade. É um livro de natureza obrigatória e considerado, por lei, como o livro central ou principal.

Livro Razão: livro de escrituração contábil que tem por objetivo registrar, separadamente, o que se passa com cada conta, apresentando a posição delas. É considerado como o principal da partida dobrada, porque é do livro razão, que se levantam os balancetes e os balanços e porque nele as contraposições se evidenciam de forma absoluta, sendo teste para o rigor dos registros.

Mutação Contábil: modificação verificada no patrimônio; o mesmo que movimento patrimonial.

Mutação Patrimonial: modificações que se verifica no patrimônio; o mesmo que mutação contábil; o mesmo que movimento patrimonial.

Norma Contábil: regra de contabilidade; preceito a respeito de fatos patrimoniais; modelo ou exemplo de um procedimento em escrituração ou em pesquisas de contabilidade; maneira de proceder em contabilidade. No Brasil, o Conselho Federal de Contabilidade é o órgão responsável de expedir normas e princípios contábeis.

Normas Brasileiras de Contabilidade: critérios de procedimentos e conceitos contábeis editados pelo Conselho Federal de Contabilidade, no Brasil.

Normas Internacionais de Contabilidade: critérios objetivos de conceituações e procedimentos na tecnologia contábil dos registros, demonstrações e informações, emanados de entidades de representatividade internacional, visando a uniformidade de procedimentos gerais. Há uma tendência de as normas sociais e dos estudos pertinentes ao homem se internacionalizarem, e isso vem ocorrendo no setor contábil. Em 1973, nasceu a Comissão de Normas Internacionais de Contabilidade, e, em 1977, a Federação Internacional de Contadores, para objetivar esforços contínuos à implantação de Normas Internacionais, aplicáveis a todos os Países, harmonizando as diferenciações de procedimentos regionais.

Nota Fiscal: documento fiscal a ser obrigatoriamente emitido por comerciantes, indústrias, sempre que promoverem a saída de mercadorias ou a transmissão de sua propriedade.

Objeto da Contabilidade: matéria que serve de estudo para a contabilidade; fenômeno que é motivo de observação na ciência da contabilidade. A contabilidade tem por objeto o fenômeno patrimonial das entidades.

Objeto Social: finalidade econômica para a qual foi constituída uma sociedade. A espécie de atividade de uma sociedade de fins econômicos, indicada no seu instrumento de constituição.

Orçamento: previsão de fatos patrimoniais; predeterminação de receitas e despesas de uma entidade; previsão de gastos. O mesmo de previsão. Quadro técnico de contabilidade contendo previsões ou estimativas de negócios, de movimento financeiro ou econômico. Cálculo de previsão.

Origem Contábil: fonte histórica de contabilidade; documentos primitivos que demonstram o nascimento da técnica da escrituração contábil. Procedência contábil.

Pagamento: liquidação de uma obrigação ou dívida, geralmente em dinheiro ou cheque. Desembolso de quantia para liquidar obrigações.

Passivo: parte do balanço que representa as fontes ou proveniência dos valores que se acham espelhados no Ativo. O Passivo tem como particularidade reunir “contas de saldos credores” e na maioria absoluta das nações situa-se, no balanço do lado direito.

 Patrimônio Líquido: valor resultante da diferença entre os valores do Ativo e as dívidas das entidades expressos no Passivo circulante e no não circulante. Patrimônio Líquido equivale a capital próprio ou recursos próprios.

Pensamento Contábil: modo de pensar em contabilidade; opinião a respeito da contabilidade.

Período Contábil: espaço de tempo entre dois acontecimentos característicos para efeitos contábeis; espaço de tempo entre a verificação do estado inicial, relativo a um fato de interesse das entidades.

Pesquisa Contábil: investigação de fatos contábeis; investigação científica na contabilidade.

Plano de Contas: conjunto de normas e intitulações sobre contas, destinado a servir de guia e modelo para os trabalhos de registro e demonstração de fatos patrimoniais; previsão das contas a serem utilizadas, em um sistema de escrituração; estudo prévio de contas destinado a estabelecer a normalização de registros contábeis.

Prática Contábil: aplicação dos conhecimentos contábeis à prática; execução de serviços contábeis; escrituração contábil; conhecimento prático da disciplina contábil.

Preceito Contábil: verdade que é reconhecida como ensinamento contábil; doutrina contábil.

Prestação de Contas: apresentação de fatos relativos a um acontecimento central, comprovando-os, historiando-os e preparando-os para receber as classificações e verificações de natureza contábil. Nas prestações de contas deve-se observar sempre a qualidade da documentação, se os investimentos estão de acordo com a finalidade proposta, se existe justificação para cada fato, se existe aprovação pelo poder competente.

Princípios Contábeis: primeira formação em contabilidade; opinião contábil; regras fundamentais de contabilidade; verdades alicerçais do conhecimento contábil. No Brasil, os princípios de contabilidade foram estudados pelo Conselho Federal de Contabilidade. Os princípios tem visado oferecer condições gerais, amplas, para que os registros e demonstrações sejam confiáveis, claros, fiéis.

Procedimento Contábil: comportamento, forma de fazer ou exercer a profissão contábil; processo contábil; maneira de proceder em contabilidade.

Profissional de Contabilidade: aquele que exerce as funções contábeis; termo geral que abrange o contador como o técnico em contabilidade.

Quadro Contábil: composição gráfica de forma contábil que expõe elementos patrimoniais de maneira a facilitar, pelo aspecto visual, a compreensão e a evidência dos fatos.

Questão Contábil: pergunta feita para esclarecimento de um assunto de natureza contábil; tema, assunto ou tese de natureza contábil.

Ramos Contábeis: divisão da ciência da contabilidade; frações do conhecimento contábil. A contabilidade divide-se em vários ramos: contabilidade pública.

Raciocínio Contábil: maneira de raciocinar em contabilidade; argumentos e ponderações contábeis.

Razão: livro de escrituração contábil destinado ao registro sistemático dos fatos patrimoniais através das contas. Livro principal das partidas dobradas que reúne as contas em seus débitos e créditos e que serve de base para o levantamento do balancete.

Regime de Competência: princípio de contabilidade pela qual os ingressos e as despesas são atribuídos ao exercício a que pertencem, embora recebidos e pagos em outros exercícios. Para cumprir esse princípio contábil, as despesas não pagas, mas incorridas, devem ser registradas quando ocorrem.

Registrar: é o mesmo que lançar; ato ou efeito de gravar um fato de natureza patrimonial; escrever sobre o que aconteceu com o patrimônio.

Regra Contábil: preceito, princípio, máxima em contabilidade; exemplo, modelo de conduta em contabilidade.

Relatório Contábil: peça que tem por finalidade a exposição de um exame de natureza contábil; relato dos acontecimentos originados por tarefas de natureza técnico-profissional de contabilidade.

Responsabilidade Contábil: responsabilidade profissional da contabilidade; responsabilidade do contador ou do técnico em contabilidade; responsabilidade de quem exerce a função contábil; encargo ou obrigação dos profissionais de contabilidade.

Técnico em Contabilidade: profissional da contabilidade que se forma pelo curso técnico; perito em contabilidade. Aquele que executa a técnica contábil com perfeição. Diplomado pelo curso médio de contabilidade.

Tecnologia Contábil: aplicação prática dos conhecimentos científicos da contabilidade. Uso do conhecimento racional e superior das ciências contábeis.

Tema Contábil: assunto que diz respeito aos fatos patrimoniais; assunto de natureza contábil.

Teoria Contábil: princípios gerais e fundamentais sobre a contabilidade; conjunto de hipóteses, conceitos, definições, relações funcionais e indagações que dizem respeito à contabilidade.

Termo Contábil: vocábulo, expressão usada em contabilidade.

Uniformidade Contábil: princípio técnico que estabelece a manutenção de critérios sempre iguais ou coerentes na execução dos trabalhos contábeis. A uniformidade visa evitar distorções ou evidências inadequadas de fatos patrimoniais. Ela se aplica a todos os problemas: registros, avaliações, depreciações, amortizações, exaustões. Ato ou efeito de se adotar sempre a mesma forma ou semelhança na execução dos trabalhos. Igualdade de procedimentos técnicos na escrituração contábil.

Verificação de Contas: exame de contas; observação de contas a fim de verificar se os seus saldos coincidem com a verdade.

Verificação de Escritas: exame de escritas; observação de uma escrita a fim de saber se ela corresponde à verdade.